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Qualidade já não é o suficiente

Qualidade já não é o suficiente

Dando uma passada pelo ADNEWS (portal de notícias sobre comunicação) dei de cara com o artigo do Beto Harger e, confesso, levei um susto com o título “Quando seu produto só tem qualidade, você tem um problema”. Como assim? Então, não basta ter qualidade? Mas…Qualidade não é tudo?

No decorrer do artigo, Harger deixa bem claro que o problema não é ter qualidade (o que, convenhamos, é condição sine qua non [indispensável, essencial] para qualquer produto) mas sim, ter apenas isso como definição para o seu produto ou serviço.

Isso bateu fundo e me fez lembrar o dia em que eu e minha equipe realizamos uma pesquisa de opinião para um determinado cliente junto aos seus consumidores. E, um deles, deixou o seguinte questionamento para nossa colaboradora: “Sim. Eu sei que vocês oferecem qualidade. Mas, isso…Todos oferecem. O que vocês têm de diferente? O que vocês têm que os outros não têm?”. E me recordo bem da reação do cliente a esse questionamento: ” Mas, qualidade não é tudo?”

Este consumidor resumiu exatamente a nossa luta de todos os dias. Buscar uma característica única que torne aquele serviço ou produto diferente. Digno de atenção.

O que meu produto tem que o outro não tem? Como posso fazer com que ele se destaque no meio de tantos outros produtos de qualidade?

Harger começa seu texto falando de seus filhos gêmeos e na forma como os dois interagem com a mãe. Os dois são “iguais” mas chamam a atenção de formas distintas. Cada um com sua estratégia. Não é tão diferente com as marcas. Algumas ocupam o mesmo mercado, mas se definem pelo posicionamento.

Embora eu acredite que qualidade seja uma definição importante (afinal, o fato de um produto ou serviço anunciar que possui qualidade não significa que ele tenha). É preciso encarar o dono do negócio ou do produto. E esse é outro ponto bacana. O dono é o reflexo do que oferece. E, muitas vezes, é nisso que a gente esbarra. A necessidade de mudanças assusta muito. Lembro de uma cliente que me disse que tinha “pânico” de mudar a sua vitrine.

Seja como for: a realidade é que não trabalhamos com marcas, mas sim: com gente.

Gente que vende, gente que consome, gente insatisfeita, gente feliz.

No processo, aprendemos muito.

No fundo, as marcas são interações humanas e essas interações vão tão além que fica difícil até mesmo para o empreendedor acompanhar e ousar ir adiante.

É por isso que trabalhamos nessa área. Há uma psicologia interessante, pois por trás das marcas está um empreendedor de qualidade buscando se diferenciar de tantos empreendedores qualificados que estão por aí.

Por Michelle Hummel  

COMUNIDADE EFEITO ORNA
Michelle Hummel
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Sonhadora inveterada. Tem especial fascínio pelo desenvolvimento dos caracteres humanos. Ama histórias e a possibilidade de criá-las. E sabe que seu maior desafio é a superação de si mesma.

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