[ editar artigo]

Porque "Seja Você Mesma" É o Melhor Conselho

Porque

Como assim? Já não sou eu mesma ao… existir? Não necessariamente. Nem sempre percebemos quando deixamos nossa autenticidade de lado. Quando nos diminuímos para corresponder às expectativas alheias. Ou quando nos perdemos nas personas que criamos para nos encaixar, ou nos sentir melhor em relação a nós mesmos. Podemos chegar ao ponto de sentir que nossos relacionamentos ou nosso sucesso profissional ou acadêmico dependem de sustentarmos uma versão da gente “perfeita” ou “diferente.”

E então, se achamos que o sacrifício vale a pena ou já estamos nos sacrificando há tanto tempo que sequer lembramos de como viver sem fazê-lo, frases como “seja você mesma” não adianta. Aliás, que diabos é autenticidade?

Você não precisa ser ninguém além de você mesma.

De acordo com a pesquisadora Brené Brown, autenticidade é a “prática diária de abandonar quem pensamos que somos ou quem pensamos que temos de ser e assumir quem realmente somos.” Não é uma característica, e sim uma escolha — das pequenas, como dizer aos seus amigos que você não quer ir a um rolê duvidoso, às grandes, como se planejar para sair de um trabalho que está te fazendo mal. 

Em vez de se perder em versões idealizadas ou demonizadas de você mesma, você começa a entender quem você é e quem você não é. Quais são seus problemas — como formas de autossabotagem — e as suas maravilhas — as quais podem estar sendo ofuscadas pelo seu perfeccionismo. Claro, autoconhecimento é uma jornada, e você não precisa passar por ela sozinha. Pode contar com as pessoas que você ama ou com profissionais de saúde mental. 

No entanto, priorizar sua autenticidade não significa que você nunca mais se sentirá perdida; pelo contrário. Seu “eu autêntico” não é estático. Períodos nos quais você precisa se reencontrar ou se reinventar são parte da vida. Além disso, a depender do quanto você tenha aberto mão da sua autenticidade para construir a vida que você tem agora, a transição pode ser turbulenta. Também não significa que você se tornará o próximo Buda ou se tornará o case de sucesso de algum coach. Ou que não tenha uma recaída ou outra. Autenticidade significa apenas permitir-se ser humana, em todas as situações. 

Você merece se amar e ser amada simplesmente por ser você.

Como? Comece se amando porque você é você. Não condicione seu amor próprio — a ter ou não um relacionamento,  a uma mudança de aparência ou ao seu desempenho profissional. Talvez algumas coisas que você acredita que fazem de você quem você é revelem-se imposições alheias ou fantasias autossabotadoras.  Tudo bem se você não souber ainda quem você é sem elas. Ou se você demorar a se acostumar, ou ficar um pouco doida, ou se sentir sozinha. Talvez você perceba que alguns relacionamentos não fazem mais sentido. Mas quem te ama não condiciona esse amor a você agradá-los ou servi-los.

Dito tudo isso, por que diabos você escolheria ser você mesma? Não é mais fácil deixar a vida te levar? Me diga você. Você quer uma vida da qual você não sinta necessidade de escapar? Uma na qual você não sinta que esqueceu de querer, de desejar e de sonhar? De nada adianta você “chegar lá” se não for onde você quer estar.

Nem nada nem ninguém que custe sua autenticidade vale a pena.

Você merece viver a sua vida à sua maneira, mesmo quebrando a cara, de vez em quando — com responsabilidade, é claro. Ninguém tem o direito de determinar como você deve viver a sua vida. Nem sua família. Nem suas amigas. Nem seu lover. Nem a sociedade. E tudo bem se você ainda não estiver pronta. Isso não faz de você covarde ou fraca. 

Mas espero que, quando estiver, você escolha ser você mesma. De propósito.

Originalmente publicado na Lua Post.

COMUNIDADE EFEITO ORNA
Luana Minho Rabelo
Luana Minho Rabelo Seguir

Contadora de histórias, empreendedora criativa e estudante de jornalismo. No momento, escrevo sobre autenticidade e amor próprio para meu blog, Lua Post, estou trabalhando em um romance, estudando & tocando alguns outros projetos.

Ler conteúdo completo
Indicados para você