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O homem mais rico da Babilônia e as fórmulas para empreender

O homem mais rico da Babilônia e as fórmulas para empreender

A série de parábolas ambientadas na antiga Babilônia tem muito a ensinar e desde a década de 1920, George S. Clason, divide com o mundo os conhecimentos de histórias dos homens mais ricos da cidade mais rica que já existiu.

O livro trata da organização de finanças e nos apresenta diversas dicas, em forma de tutorial mesmo, com itens numerados de 1 a 7 no máximo, as quais eram escritas em tábuas de argila. A a maior máxima de todas que o livro apresenta em diversos dos seus contos, é de guardar 10% dos seus ganhos mensais e, eu aposto que você deve ter ouvido em algum outro lugar esse conselho. Ocorre que a visão que o livro apresenta não é a de economizar, mas de realizar um pagamento a si mesmo pelos seus esforços laborais.

Obviamente, esse pagamento tem um objetivo maior, que o de investimento, inverter a ordem das coisas fazendo com que o seu dinheiro lhe proporcione retorno, trabalhe para você, aqui estão as maiores lições do livro. Clason demonstra que somente irá investir erroneamente quem quiser trilhar o caminho sozinho, aquelas pessoas que decidirem ouvir boatos de supostos negócios bem sucedidos e simplesmente irem fazer, sem a preocupação de conversar com quem já é bem sucedido neste nicho de negócio. Neste ponto, achei cruciais as informações, porque muitas vezes acreditamos que errar faz parte do processo de empreender e não buscamos alternativas para evitar o erro, que pode ser simplesmente chamar aquele amigo seu, que também empreende para um bom café.

Além disso, a última lição mais importante que eu absorvi (deixando claro que cada leitura é um universo em si mesma e pode ter mais interpretações e absorções das histórias) é a de repassar conhecimento, a importância de não guardar o segredo da riqueza a sete chaves, em muitos momentos o livro parece um telefone sem fio, a rede da época era o boca-a-boca, então não existiam registros minuciosos, apenas as histórias repassadas de um para o outro, então depois de conseguir desempenhar o seu sucesso e riqueza, o objetivo é difundir a informação. O livro deixa bem claro que quanto mais pessoas investirem, maior será o capital de consumo e maior será o desenvolvimento da sociedade como um todo. Sendo assim, todos crescerão juntos, mas deixa claro que nem todos entenderão a mensagem e que é assim mesmo o processo.

Como a história se passa na antiga Babilônia e foi escrita no início do Século XX, senti muita falta de personagens femininas de referência, mas de qualquer forma, devemos entender o contexto histórico do momento que o livro retrata e buscar que as próximas gerações se sintam representadas nos livros que são escritos atualmente.

Sendo assim, separe uma parte do seu salário e rendimentos para pagar pelos seus esforços e pague isso, em pecúnia, em dinheiro, money garotas e garotos, não troque o seu serviço mensal por produtos ou serviços que lhe tragam um pouco de conforto, pague a si mesma e aproveite no futuro.

Assim, poderemos iniciar o processo de fazer da nossa atual sociedade, uma rede de riquezas.

COMUNIDADE EFEITO ORNA
Ana Carla Batista
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Advogada. Redatora Jurídica. Pseudo filósofa. Artesã nas horas vagas.

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