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O desafio de pensar fora da caixa

O desafio de pensar fora da caixa

Por que tentamos solucionar problemas com ideias mirabolantes se muitas vezes o que funciona é o óbvio?

Dia desses estava conversando com meus colegas de trabalho sobre criatividadeComo ser mais criativo? Eles, como criativos da área da comunicação, precisam naturalmente de espaço e liberdade para criar. Muitas pessoas não entendem, mas o processo criativo é diferente para cada um de nós – vezes lento, vezes rápido – e, por isso, é necessário espaço para desenvolver suas ideias.

Conversávamos sobre a dinamicidade, cobrança e pressão do mercado que, teoricamente, não combina com o tempo da criatividade que supostamente precisamos e, tampouco, com o tempo necessário para colocar todas as ideias em prática - o que acontece em qualquer mercado ou empresa.

Até que minha colega disse:

Por isso não gosto da expressão "fora da caixa".

Essa expressão que diz respeito a pensarmos fora do padrão, fugir do óbvio, a fim de possuir ideias diferentes, inovadoras, geniais e originais para os problemas que temos.

Seria maravilhoso se não fosse, quase sempre, inviável aplicar este conceito. Calma, já vou explicar: na minha visão, a criatividade não consiste em ter ideias inovadoras e desenvolver projetos e ações mirabolantes.

O desafio de ser criativo está em justamente fazer o melhor que pode com aquilo que se tem.

As demandas chegam da seguinte forma: “preciso que 2 + 2 sejam igual a 5”. E cabe a nós, resolvedores criativos de problemas, com pouco tempo e recursos, transformar esses dois mais dois em cinco. E, para isso, "basta" pensar em alternativas inteligentes para aquele problema.

Criatividade não é somente pensar e criar algo que nunca foi visto antes. A criatividade se manifesta no dia a dia, no básico, no simples. Lembra da frase “o óbvio precisa ser dito?”. Assim como ele precisa ser dito para que se faça entender, percebê-lo é igualmente difícil.

Encontrar soluções simples para os problemas é difícil.

Muitas vezes perdemos tempo tentando criar algo que ninguém criou e esquecemos que para chegar ao complexo, precisamos do básico. E isso não significa que é fácil. Acredite, "viajar na maionese" é mais fácil que criar soluções eficazes.

E é bem aí que todo o repertório que adquirimos nesses anos de estudo devem ser colocados em prática. É nesse momento que devemos parar de querer ser complexos, inovadores e fora da caixa, para tentar fazer as conexões básicas. Ideias acontecem quando conseguimos conectar referências, conhecimentos e experiências que acumulamos durante a vida.

Pensar fora da caixa pode ser importante em alguns momentos, mas pode deixar você frustrado. As ideias que temos até podem ser maravilhosas, contudo, colocá-las em prática envolve uma visão holística da situação. E de nada adianta uma ideia boa se ela não for viável. Ideias não precisam ser inovadoras. Elas devem ter a capacidade de mudar a vida das pessoas. Elas precisam funcionar.

E você, o que você faz para buscar soluções que funcionam?

A imagem foi retirada do blog Viver de Blog, de um texto sobre criatividade, que vale a pena ser lido

COMUNIDADE EFEITO ORNA
Letícia Aguiar Santos
Letícia Aguiar Santos Seguir

Sou Relações Públicas por formação, e acredito na comunicação como estratégia dentro das empresas, a fim de construir reputação e relacionamentos que duram. Ariana um pouco impaciente, mas com muita energia e vontade de fazer acontecer!

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