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Três lições de marketing de conteúdo que Madam C. J. Walker tem para você

Três lições de marketing de conteúdo que Madam C. J. Walker tem para você

De lavadeira a empresária, a protagonista da minissérie Self Made, Madam C. J. Walker, lançou mão de estratégias de marketing de conteúdo em uma época em que ninguém fazia ideia - nem ela mesma - da importância desse conjunto de técnicas dentro do ecossistema corporativo. Neste artigo, te dou três bons exemplos.

minissérie Self Made, produzida pela Netflix, conta a trajetória de Sarah Breedlove, mais conhecida como Madam C. J. Walker. De lavadeira a empresária, ela foi a primeira mulher negra da história a ficar milionária por conta própria nos EUA, na primeira década de 1900.

Bom, como não quero dar spoiler e talvez você não tenha assistido, vou direto ao ponto.

Sarah Breedlove foi uma empreendedora absolutamente à frente do seu tempo e, entre inúmeras lições de superação, empreendedorismo, personal branding e muito mais, achei uma boa ideia compartilhar alguns trechos da minissérie que mostram que Madam C. J.Walker também mandava muito bem quando o assunto era marketing de conteúdo.

Status de pertencimento: um pouco de nós na essência do outro

Desde que o mundo é mundo, buscamos fazer parte de um grupo, de uma comunidade formada por pessoas que compartilham pensamentos, sentimentos, necessidades e comportamentos semelhantes aos nossos.

Mas para que a gente realmente se perceba como parte integrante de algo maior, a sensação de pertencimento é fundamental. Esse sentimento aproxima, desperta identificação e faz com que, de alguma forma, a gente perceba um pouco de nós na essência do outro.

Justamente por isso, o bom uso das provas sociais funciona tão bem no contexto do marketing de conteúdo. Elas são um valioso gatilho que faz uso das experiências positivas de clientes atuais para conquistar novos.

O formato das provas sociais vem sendo desenhado ao logo do tempo: avaliações, críticas positivas, recomendações e por aí vai. Nesse caso, Sarah Breedlove entendeu, logo de cara, que colher depoimentos de clientes satisfeitas era o pulo do gato para uma campanha. 

Marketing de conteúdo para educar

Eu sei que pode soar estranho, mas dependendo do estágio do funil de vendas em que o cliente está, ele ainda nem percebeu que quer ou precisa de determinado produto ou serviço.

Sendo assim, é preciso criar estratégias para atrair e engajar essas pessoas. E, em um primeiro momento, isso deve ser feito com sutileza, sem conteúdos com ofertas ou chamadas para ação mais agressivas. Do contrário, elas podem se assustar com a mensagem enviada em hora inadequada e acabar rejeitando a solução oferecida.

No momento da série em que Sarah tem o insight que mencionei logo ali em cima, ela estava enfrentando dificuldades para conquistar espaço no mercado. Isso porque, mesmo tendo profundo conhecimento das dores de suas clientes em potencial, essas mulheres ainda não sabiam que alguém havia encontrado uma alternativa para essa questão específica.

Com delicadeza e empatia, a protagonista mostrou - por meio de conversas e ações - que existia uma solução confiável e acessível à disposição de todas elas.

Storytelling: boas histórias criam conexões profundas

Traduzindo ao pé da letra, Storytelling significa contar histórias. Até aí, tudo bem.

Mas quando a gente observa esse conjunto de técnicas narrativas pelo viés do marketing de conteúdo, percebemos que ele pode ser aplicado de forma estratégica para guiar o interlocutor por uma história envolvente e estruturada, com início, meio e fim.

Nesse contexto, o objetivo é criar uma conexão emocional com o outro enquanto uma mensagem é transmitida. Afinal, como a gente sabe, não é qualquer história que prende a nossa atenção e nos toca de alguma maneira.

Na minissérie Self Made, por exemplo, Sarah Breedlove tenta vender um produto específico para cabelos em uma espécie de feira livre, sem sucesso. Mas o jogo vira no momento em que ela muda o discurso e usa sua própria história para chamar a atenção e despertar o desejo das pessoas ao redor.

Logo abaixo você pode ler o trecho completo:

"Irmãs, vamos falar de cabelo? Cabelo pode ser liberdade ou prisão: a escolha é de vocês. Querem melhorar de vida? Precisam de mais dinheiro? Venham! Deixem-me mostrar como.

Eu e meu cabelo éramos como Caim e Abel. Aposto que com algumas de vocês também é assim. Eu nasci livre, dois anos após a emancipação. Fiquei órfã aos sete anos, casei aos 14, engravidei aos 15 e fiquei viúva aos 20.

Tive que cuidar de mim e da minha família. Só encontrei trabalho nas plantações ou como lavadeira. Não tive tempo de cuidar do meu cabelo. Sei que vocês entendem o que estou dizendo, o trabalho na fazenda é difícil.

Quantas de vocês conhecem essa história? Eles nos humilham, não nos dão nada, fazem a gente se sentir feia. Se vierem ao meu salão, farei seus cabelos de graça.

Devem querer saber por que eu faria isso a troco de nada. Porque sei como é difícil cuidar do nosso cabelo, sei como é não ter água corrente ou produtos feitos para nós. E o mais importante: eu sei que se você ficar bem, todas nós ficaremos. Se você parecer respeitável, todas nós pareceremos.

Tudo o que fazemos como negros se reflete em nós."

Bom, essa foi só uma pequena amostra dos conhecimentos que Madam C. J. Walker compartilhou com o mundo em uma época em que ninguém fazia ideia - nem ela mesma - da importância do marketing de conteúdo no ecossistema corporativo.

Caso você tenha tido algum outro insight em relação a marketing de conteúdo ao assistir a minissérie Self Made, compartilha comigo ali nos comentários. 

 

COMUNIDADE EFEITO ORNA
Luana Lima
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Sou jornalista, guardo em mim enorme apreço pela escrita e pela fotografia, levo na bagagem mais de quinze anos de atuação em áreas diversas da Comunicação e tenho o hábito de observar pormenores. Entre uma coisa e outra, aprecio silêncios.

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