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A revolução protagonista

A revolução protagonista

 

Estamos vivendo a revolução trabalhista mais poderosa de todos tempos. Essa revolução não é de esquerda nem de direita. Ela está acontecendo dentro de cada um de nós!

Por isso, é válido voltarmos a base do que significa ser um empreendedor, já que a característica principal dessa revolução é o protagonismo que empreender está proporcionando a todos nós, através da internet.

De origem francesa, o termo empreendedorismo tem várias definições. Os ingleses usavam a palavra ‘aventureiro’ de forma similar na economia clássica. Mas foi um economista austríaco, Joseph Schumpeter, que trouxe a definição moderna dessa palavra com um conceito superinteressante, que ele chamou de ‘Destruição Criativa’. Segundo Schumpeter, empreender significa substituir velhos modelos de negócios com novas formas de fazer e servir. E para isso, algo deve ser ‘destruído’ e algo novo criado. Alguns exemplos de destruição criativa: o impacto disruptivo do Airbnb em Hotéis; o impacto do Uber nas empresas de táxis convencionais; o impacto dos bancos online em bancos convencionais; o impacto da minha agência criativa digital em agências criativas convencionais; e por aí vai. 

O empreendedorismo também tornou o próprio conceito de ‘chefia’ em algo cafona. Porém, o impacto mais significativo está na forma de pensar e agir que oferece às pessoas - que, de empregadas, agora, passam a líderes do seu nicho.

Na geração de nossos pais (e mães) as preocupações eram outras e o sentido da vida em sociedade era muito mais simples: só era preciso nascer, estudar (para aqueles que podiam), ter filhos, e uma profissão pré-determinada pelo mercado já existente. O ciclo se repetia. 

Entretanto, a vida deixou de ser pré-determinada. A internet chegou. As nossas aspirações mudaram. Um grande número de pessoas, que antes buscavam a estabilidade de um plano de carreira em uma grande empresa, agora buscam a liberdade e flexibilidade para criar suas próprias venturas. 

Hoje em dia, o ensino superior não mais garante uma carreira em um mercado volátil, que muda a milésimos por segundo. Ter filhos deixou de ser prioridade para as mulheres, que agora são mais independentes, e o mundo deixou de ser analógico.

O empreendedorismo, incluindo o social, se fortalece pela necessidade de alternativas para demandas que o mercado e o Estado não conseguem atender, como: falta de emprego, repressão da mulher, crises ambientais e humanitárias, falta de infraestrutura e acessos a serviços como os educacionais e de desenvolvimento humano.

Na nova forma de empreender, a missão suprema é gerar valores que beneficiam as pessoas em primeiro lugar. O que se diferencia drasticamente do modelo de negócios de empresas convencionais, onde o objetivo máximo é gerar lucro para os diretores, sem um compromisso social.

Estamos na era onde a maior unidade de valor de uma marca, social ou privada, é o seu propósito de impactar o mundo de forma positiva. 

Isso exigiu de grandes empresas uma transformação na forma de lidar com as pessoas, seguido da necessidade de um Branding claro e simples, que comunique esses valores. Do contrário, encontrar colaboradores e consumidores leais pode ser uma tarefa difícil. Isso porque o empreendedorismo, impulsionado pela internet, possibilita que mais e mais pessoas possam se tornar seus próprios líderes, e trabalhar de qualquer lugar do mundo. 

Somos uma geração mais consciente dos problemas sociais e queremos lidar com pessoas e organizações que possuem valores similares. De consumidores passivos, passamos a protagonistas. 

Agora me conta nos comentários como é seu ambiente de trabalho e o que você acha dessa nova forma de fazer negócios? Você já vive isso no seu dia a dia?

 

Giselle Barboza - Criadora Digital e Antropóloga de Mídias, pela Universidade de Londres Fundadora da agência criativa em Londres impactfulbrands.co.uk e do projeto social eyesofthestreet.org

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Giselle Barboza
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Fundadora da agência criativa em Londres kriyar.com e do projeto social eyesofthestreet.org. Humildemente, me considero uma polímata. Estudei Análises de Sistemas (Brasil), Marketing (Brasil), Antropologia e Mídia (Universidade de Londres).

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