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A marca pessoal de Quincy Jones

A marca pessoal de Quincy Jones

Pode ser que você não reconheça o nome de Quincy Jones de cara. Mas, por acaso, você já ouviu Thriller, do Michael Jackson, Fly Me To The Moon de Frank Sinatra ou We Are The World, que uniu Lionel Richie e outros 45 gigantes da música? E já assistiu ao Um Maluco no Pedaço? Pois é, essas músicas e a série foram produzidas por ele.

Jones iniciou sua carreira por volta dos 18 anos, quando abandonou a faculdade de música para partir em turnê como trompetista do músico Lionel Hampton. Mas como um jovem desse conseguiu, depois de 50 anos de carreira, ser indicado a 80 Grammys e se manter relevante até hoje? A resposta é que Quincy sempre teve uma marca pessoal muito forte, mesmo quando esse conceito ainda era pouco debatido.

Amigo de infância de Ray Charles, Quincy conquistou vaga na banda de Hampton por seu talento inigualável. Com essa exposição, ele já começou a receber pedidos de arranjo musical de nomes notáveis, incluindo o próprio Ray. Vieram então contratos com gravadoras e oportunidades internacionais de estudo, além de turnês de jazz com sua própria banda. Daí foi a vez de tomar Hollywood, compondo trilhas para filmes como A Cor Púrpura e No Calor da Noite.

A reputação que Quincy criou para si mesmo fez com que as coisas se invertessem e os talentos fossem até ele para sua sabedoria. Ou seja, ele foi de músico talentoso a revelador de talentos. Cada uma de suas parcerias foi lhe dando crédito para a próxima até que ele próprio se tornou a referência. Sua carteira de clientes inclui Frank Sinatra, Ella Fitzgerald e Stevie Wonder. E quando Michael Jackson pediu que ele indicasse um produtor para suas músicas, ele citou seu próprio nome. Surgia uma parceria verdadeiramente lendária: Quincy está por trás dos álbuns Off the Wall, Thriller e Bad, que juntos venderam quase 200 milhões de cópias. O nome de respeito possibilitou que ele reunisse as maiores lendas do ramo para gravar We Are The World e gerar doações para a Etiópia.

Quincy já entendia que seu nome falava por ele: era praticamente uma garantia de lançar a carreira do “escolhido” às alturas. Seu portfólio de trabalhos é sua maior propaganda. Para fortalecer ainda mais a marca, em 2001 publicou uma autobiografia. Por ter quebrado barreiras para a música negra nos Estados Unidos, ele também esteve sempre bastante ligado a causas sociais. Nesse mesmo ano, sua fundação Quincy Jones Listen Up Foundation construiu mais de 100 casas na África do Sul, além de promover shows beneficentes ao longo dos anos. Atualmente, a fundação dá aos jovens acesso a tecnologia, educação, cultura e música. Ele também foi responsável pela fundação do Instituto para a Música Negra Americana (junto do Dr. Martin Luther King Jr.), Black Arts Festival e um museu de história da música negra. Tudo isso reforça a sua missão de criar, propagar e estimular a criação de música em seu país.

Em 2018, Quincy se uniu à filha, a atriz e cineasta Rashida Jones, e promoveu um documentário sobre sua carreira. Assim, teve controle sobre a narrativa — outro ponto importante para preservar a coerência de sua marca — além de se fazer conhecido por muitas pessoas que talvez ainda não associavam seu nome aos seus grandes sucessos. Produzido pela Netflix, ele se conectou ao público mais jovem, e ainda por cima ampliou a plataforma de divulgação de seus programas sociais — o filme, inclusive, acompanha os últimos momentos de preparação e a noite de inauguração do National Museum of African American History and Culture.

Sua produtora se define como uma empresa a serviço do entretenimento, abrangendo áreas como gerenciamento, produção, filmes, licenciamento de marca e a Fundação Quincy Jones; destacando a credibilidade de seu CEO, que é um de apenas 21 pessoas que possuem EGOT (Emmy, Grammy, Oscar, e Tony) na história. A missão definida pela produtora é “promover a autenticidade em todos os níveis do processo criativo, sem sacrificar a integridade”.

Analisando sua trajetória, vemos que Jones tem o mesmo propósito em tudo o que faz. Todas as suas ações, suas marcas e seus produtos são consistentes nessa missão da música e da indústria criativa em geral. Ele soube ir se adaptando à realidade (e as novidades) do momento, relembrando sua carreira mas sempre se mantendo atual. Agora, ele realmente atingiu o status de lenda, e seu nome automaticamente traz consigo as quase 3 mil músicas gravadas (ouça aqui o Top 20 de músicas dele na Billboard), 24 álbuns de trilha sonora e incontáveis prêmios numa história de tirar o fôlego (que a gente não consegue nem resumir neste artigo).

A sua missão é o que deve realmente guiar a sua vida — seu dia a dia, sua empresa, suas ações, suas palavras, seu legado. Quincy agora toma proveito de seus feitios por enxergar o quão longe ele foi (e tantos outros que ele levou junto) pela paixão à música. Se você manter sua paixão à frente de tudo o que faz e oferece, só tem a ganhar.

Assista e conte pra gente o que achou!

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